CONHEÇA NOSSAS ÁREAS TEMÁTICAS

As áreas temáticas foram pensadas para fornecer ao participante as linhas de pesquisas mais importantes e inovadoras da área! Verifique as ementas e escolha a que mais se adequa ao seu trabalho!

Coordenador: Prof. Dr. Rafael Albuquerque Xavier - UEPB
 
O conhecimento sobre a dinâmica das vertentes é fundamental para entender a evolução da paisagem. Como unidades dominantes na paisagem, as formas das vertentes respondem a um conjunto de processos complexos e variáveis em distintos ambientes tectônicos, litológicos, climáticos e ecológicos. A topografia destas vertentes pode refletir tanto a natureza dos seus materiais quanto fatores geoambientais que regem os seus processos. Nesse contexto, os solos desenvolvidos estão intimamente associados as formas e aos processos geomorfológicos dominantes. Na evolução das vertentes ocorre o balanço entre a pedogênese e a morfogênese, onde os solos podem ser indicativos desse estágio evolutivo da paisagem. Por isso, este eixo tem por objetivo reunir pesquisas qualitativas e quantitativas que envolvam as interações entre solos e vertentes em suas dinâmicas coevolutivas.
Coordenadora: Profa. Dra. Thaís Baptista da Rocha - UFF
 
Esta sessão temática tem por objetivo agregar os temas relacionados à morfologia, dinâmica e evolução das paisagens costeiras, eólica e marinha. A abordagem dos processos relacionados às ondas, marés, correntes e ventos governa o transporte sedimentar que atua na morfodinâmica de ambientes como praias, antepraia, dunas, lagoas e estuários. Podem ainda ser consideradas as forçantes relacionadas à encosta e ao intemperismo, que influenciam a morfogênese de falésias e costões rochosos, bem como as forçantes relacionadas aos processos biológicos, que se associam aos recifes de corais e manguezais. Dependendo da escala espaço-temporal, a geomorfologia costeira pode ser investigada sob a perspectiva de análises sazonais, de eventos, histórica e geológica. Neste último caso, considera-se principalmente o papel das variações do nível do mar no Quaternário, que refletirá na abordagem da evolução da paisagem, a exemplo dos sistemas de barreira arenosa e deltas. Devido às especificidades locacionais do litoral, as paisagens costeiras encontram-se pressionadas pela ocupação urbana e por atividades geoeconômicas, o que tem tornado esses ambientes transicionais vulneráveis às projeções do aumento do nível do mar, ao impacto de eventos extremos e à intensificação da erosão costeira.
Coordenadora: Profa. Dra. Rafaela Harumi Fujita - Unioeste
 
A sessão de Geomorfologia Fluvial visa integrar pesquisas básicas e aplicadas que contribuam para a compreensão da evolução dos rios e para o manejo sustentável das bacias hidrográficas. Neste eixo, esperamos fomentar discussões que abrangem estudos sobre a estrutura, o funcionamento e a evolução dos sistemas fluviais diante das transformações ambientais e antrópicas. Serão acolhidos trabalhos sobre processos hidrológicos e sedimentares, ajustes morfológicos de canais, conectividade longitudinal, lateral, vertical e temporal, dinâmica de planícies de inundação, estudos de áreas úmidas, rios intermitentes, eventos extremos, impactos de barragens e outras infraestruturas hidráulicas, restauração fluvial, soluções baseadas na natureza, serviços ecossistêmicos, gestão de riscos, governança das águas e adaptação às mudanças climáticas. Também são bem-vindas contribuições que empreguem geotecnologias, sensoriamento remoto, modelagem numérica, monitoramento ambiental, inteligência artificial e outras abordagens inovadoras na análise de sistemas fluviais.
Coordenador: Prof. Dr. Tony Vinícius Moreira Sampaio - UFPR
 
As geotecnologias proporcionam avanços significativos na investigação geomorfológica, ampliando a capacidade de aquisição, integração, modelagem e análise de dados em múltiplas escalas espaciais e temporais. Esta Sessão Temática reúne estudos que empregam Sistemas de Informação Geográfica (SIG), Sensoriamento Remoto, Modelos Digitais de Elevação, Gêmeos digitais, LiDAR, VANTs, fotogrametria, GNSS, computação em nuvem, inteligência artificial, aprendizado de máquina, GEOBIA, modelagem espacial, automação de fluxos de trabalho, integração de dados, integração de sensores e outras aplicadas à caracterização, monitoramento e compreensão das formas, processos e dinâmicas do relevo. São de interesse contribuições voltadas ao mapeamento geomorfológico, análises morfométricas, detecção de mudanças, monitoramento de processos erosivos, dinâmica fluvial, costeira e de vertentes, evolução da paisagem, áreas úmidas, geodiversidade, riscos geomorfológicos, eventos extremos e impactos das mudanças ambientais e climáticas. Também são bem-vindos trabalhos que apresentem o desenvolvimento, avaliação e integração de métodos, algoritmos, bases de dados e produtos voltadas ao planejamento territorial, a gestão ambiental, a conservação da natureza, do patrimônio geomorfológico e ao apoio à tomada de decisão. A sessão busca fomentar o intercâmbio de abordagens inovadoras que fortaleçam a interface entre Geomorfologia, Geotecnologias e sociedade.
Coordenadora: Profa. Dra. Marcilene dos Santos - Unesp
 
Reúne pesquisas voltadas à compreensão das relações entre arcabouço litoestrutural, tectônica e evolução das paisagens, abrangendo diferentes escalas espaciais e temporais. Serão acolhidos estudos que investiguem o papel da litologia, das estruturas tectônicas, da deformação crustal e da herança geológica no condicionamento da morfologia, da rede de drenagem e dos processos erosivos e deposicionais. São de especial interesse contribuições sobre relevos estruturais, capturas fluviais, lineamentos, morfotectônica, neotectônica, paleotensões e reativações de estruturas antigas. A sessão também contempla abordagens baseadas em geomorfometria, análise de perfis longitudinais e levantamentos de campo. Pretende-se promover o diálogo entre abordagens clássicas e quantitativas, estudos regionais e análises de detalhe, incentivando interpretações integradas sobre a participação dos controles tectônicos e litoestruturais na construção e transformação do relevo. Convidamos pesquisadores, profissionais e estudantes a apresentarem resultados, propostas metodológicas e estudos de caso que ampliem o conhecimento sobre a geomorfologia estrutural do território brasileiro e da América do Sul.
Coordenadora: Profa. Dra. Telma Mendes da Silva - UFRJ
 
O mundo, na atualidade, encontra-se em constante transformação. Essas alterações modificam significativamente a paisagem e afetam o equilíbrio dos ecossistemas, logo, compreender essa relação é fundamental para planejar o uso sustentável e minimizar impactos ambientais. A geomorfologia ambiental pode, portanto, subsidiar análises voltadas à compreensão de processos evolutivos atuais que considerem a influência das atividades humanas sobre a paisagem. No contexto do Antropoceno, período caracterizado pelo intenso impacto das ações humanas no planeta, observa-se uma aceleração dessas transformações ambientais, ativadas por processos de erosão, desmatamento, urbanização e mudanças climáticas. Considera-se, portanto, imprescindível que haja, nesse eixo de análise, uma discussão sobre: a) abordagens metodológicas que subsidiem o entendimento da dinâmica das alterações atuais da paisagem; b) métodos e técnicas de mapeamento de feições de forma de relevo que reflitam e ponderem as modificações recentes da paisagem; e c) a ocorrência de eventos extremos frente às alterações climáticas globais contemporâneas.
 
Coordenador: Prof. Dr. Claudinei Taborda da Silveira - UFPR
 
Mapeamento geomorfológico básico e aplicado - Avanços na tecnologia e na coleta de dados, nos Sistemas de Informação Geográfica, nos modelos de análise espacial e no sensoriamento remoto (terrestre, aéreo, orbital) têm impulsionado os mapeamentos geomorfológicos, que vêm, nos últimos anos, assumindo posição de destaque nos fóruns e eventos da área. Por outro lado, a emergência das questões climáticas e as transformações nas paisagens, notadamente manifestadas no acirramento de eventos extremos e nos impactos sobre a sociedade, demandam informações espacializadas sobre a participação do relevo, tanto na condução desses impactos, quanto em sua prevenção. Esta Sessão Temática busca reunir trabalhos sobre mapeamento geomorfológico, básico e aplicado, e métodos para detecção, caracterização e representação das formas de relevo e processos associados, incluindo abordagens multimétodo, classificação automatizada, mapeamentos em diferentes escalas e taxonomia do relevo. Incentivam-se trabalhos que envolvam aplicações e contribuições ao Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo (SBCR).
 
Coordenadora: Profa. Dra. Helen Barreto - UFMA
 
Este eixo se apresenta como um espaço para a discussão da modelagem matemática como ferramenta de investigação e análise de processos geomorfológicos, possibilitando a compreensão de fenômenos pretéritos e atuais, em escala local e global. Aborda a aplicação de técnicas estatísticas, quantificação e modelos matemáticos, nos estudos de evolução de paisagens, na dinâmica de encostas, na construção de modelos hidrológicos e fluviais, na análise e previsão de riscos geomorfológicos, na prevenção de desastres, na influência das mudanças climáticas e tectônicas na paisagem, na gestão de bacias hidrográficas e no planejamento ambiental. A associação da modelagem matemática à métodos de datação e observações e levantamento de dados de campo, propiciam a melhor compreensão da paisagem modelada.
Coordenador: Prof. Dr. Caio Breda - USP
 
A Geocronologia constitui campo fundamental para a compreensão da dinâmica temporal dos processos geomorfológicos e das mudanças ambientais ao longo da história da Terra.  O Eixo ‘Geocronologia aplicada’ reúne trabalhos que empregam métodos de datação absoluta e relativa para determinar marcos cronológicos robustos, permitindo a reconstrução de eventos pretéritos e a construção de modelos evolutivos das paisagens. Contempla estudos que utilizam técnicas como luminescência opticamente estimulada (LOE), radiocarbono, nuclídeos cosmogênicos, séries de urânio, termocronologia e outros métodos isotópicos e físico-químicos, bem como relativos (e.g. fósseis, pólens, indicadores morfoestratigráficos) aplicados à datação de sedimentos, superfícies geomorfológicas, formas de relevo e materiais geológicos. Também são bem-vindas contribuições metodológicas voltadas ao aprimoramento de protocolos analíticos, à calibração de idades, ao tratamento estatístico de incertezas e à integração de múltiplas técnicas geocronológicas em abordagens multiproxy. A sessão 'Geocronologia aplicada' valoriza tanto o desenvolvimento, aprimoramento e validação de técnicas geocronológicas quanto sua aplicação na interpretação de processos erosivos, deposicionais, tectônicos e climáticos. Busca-se fortalecer o diálogo entre avanços metodológicos, abordagens multiproxy e a obtenção de dados cronológicos robustos, ampliando a compreensão da evolução das paisagens e das interações entre dinâmica terrestre e ação antrópica em diferentes escalas temporais.
Coordenadora: Profa. Dra. Simone Cardoso Ribeiro - URCA
 
O eixo Geomorfologia e Ensino pretende discutir os avanços teóricos e metodológicos do ensino da Geomorfologia tanto no ensino Superior quanto na Geografia Escolar, englobando desde os conceitos básicos referentes a esta ciência até a importância da compreensão da dinâmica do relevo para a organização do Espaço, incluindo a cartografia do relevo, os trabalhos de campo e as práticas extensionistas, assim como o ensino do relevo nas novas abordagens – geodiversidade, antropogeomorfologia e etnogeomorfologia.
Coordenador: Prof. Dr. Clódis de Oliveira Andrades Filho - UFRGS
 
Riscos geomorfológicos abrangem as possibilidades de processos do relevo causarem danos à sociedade e ao ambiente. Nessa sessão, abordamos os riscos geomorfológicos sob perspectiva integrada, contemplando estratégias de diagnóstico, prevenção, preparação, monitoramento e previsão de processos capazes de produzir desastres em áreas urbanas e rurais. São esperados estudos com enfoque em movimentos de massa, como deslizamentos translacionais e rotacionais, fluxos de detritos e quedas de blocos, processos erosivos, como voçorocamentos e ravinamentos, perda de solos, inundações e enxurradas, considerando condicionantes geológicos, geomorfológicos, hidrológicos, climáticos, pedológicos e antrópicos. Sugere-se submissão de trabalhos de elaboração e validação de inventários, cartografia geotécnica e ambiental, mapeamento de suscetibilidade, perigo, vulnerabilidade e risco, bem como o uso de modelos digitais de elevação, sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica, análise espacial e modelagens aplicadas ao risco geomorfológico. Busca-se fortalecer abordagens multi e interdisciplinares, comparação de métodos e escalas, identificação de limitações técnicas e produção de subsídios científicos para políticas públicas, planejamento urbano, regional e rural, adaptação climática e justiça climática no contexto de riscos e desastres. Também será dialogado sobre desafios de comunicação, governança, educação ambiental e transferência de conhecimento no contexto do risco geomorfológico.
Coordenador: Prof. Dr. Júlio Manoel França da Silva - Unicentro
 
A geodiversidade expressa a variedade de elementos e processos abióticos da Terra, sobre a qual se estruturam os sistemas naturais e as sociedades. Entre suas manifestações, o patrimônio geomorfológico destaca-se pelo valor científico, educativo, cultural e turístico das formas de relevo e dos processos que as originam, demandando métodos para inventariação, quantificação, classificação e mapeamento. Em um mundo em transformação, marcado por mudanças ambientais e eventos extremos, valorizar as funções e os valores da diversidade abiótica e do geopatrimônio torna-se essencial ao planejamento territorial, à geoconservação e à sustentabilidade. Essa sessão temática busca reunir contribuições teóricas, metodológicas e aplicadas para a articulação entre geodiversidade, patrimônio geomorfológico, sociedade e natureza, contemplando temas como: a) inventário, quantificação e avaliação de geossítios e geomorfossítios; b) índices de geodiversidade e de diversidade geomorfológica (geomorfodiversidade) e sua análise espacial; c) estratégias de geoconservação, geoparques e gestão de áreas protegidas; d) serviços ecossistêmicos associados à geodiversidade e ao relevo; e) geomorfometria e geotecnologias aplicados ao mapeamento e análise espacial da geodiversidade; f) relações entre geodiversidade, vulnerabilidade ambiental e eventos extremos; g) geoturismo, geoeducação e valorização social/cultural da geodiversidade e do patrimônio geomorfológico.
 
 
Coordenador: Prof. Dr. Julio Cesar Paisani - Unioeste
 
A Geomorfologia do Quaternário constitui o campo da Geomorfologia dedicado à compreensão da evolução do relevo e das paisagens durante o Quaternário. Para isso, investiga os processos que condicionam a gênese, a transformação e a preservação das formas de relevo, das superfícies geomorfológicas e dos registros sedimentares, bem como as mudanças ambientais e as respostas das paisagens às mudanças climáticas naturais ocorridas durante o Quaternário, em diferentes escalas espaciais e temporais. No Brasil, os estudos em Geomorfologia do Quaternário foram pioneiros no reconhecimento de superfícies geomorfológicas regionais e estabeleceram os alicerces para as pesquisas em Geomorfologia Dinâmica. Atualmente, a Geomorfologia do Quaternário amplia seu escopo ao fornecer bases para compreender os processos geomorfológicos e as transformações ambientais do Antropoceno. A Sessão Temática reúne pesquisas voltadas à reconstrução da dinâmica geomorfológica e paleoambiental em diferentes sistemas geomorfológicos, abrangendo ambientes fluviais, de encosta, costeiros, cársticos e eólicos. Também abrange estudos sobre tectônica quaternária, evolução das paisagens durante o Antropoceno, eventos extremos, interações entre processos naturais e ação antrópica, bem como suas interfaces com a Geoarqueologia. Para isso, vale-se de evidências obtidas por meio da estratigrafia, sedimentologia, geocronologia, microssedimentologia, uso de proxies biológicos, geoquímica, geofísica rasa, sensoriamento remoto, experimentação física e outras abordagens aplicadas à reconstrução da evolução das paisagens quaternárias. A integração dessas diferentes abordagens fortalece a compreensão da evolução das paisagens quaternárias e dos processos geomorfológicos responsáveis por sua dinâmica pretérita e contemporânea. Desse modo, essa integração amplia a capacidade de interpretar as transformações ambientais, os eventos extremos e os desafios enfrentados pela sociedade em um mundo em constante transformação.
Coordenador: Prof. Dr. Edivaldo Lopes Thomaz - Unicentro
 
A geomorfologia é um campo de estudo interdisciplinar e sistemático que se concentra na análise das formas de relevo, das paisagens e dos processos superficiais terrestres responsáveis por sua formação e modificação. Este objeto de estudo é caracterizado por sua complexidade, multiescalaridade e dinâmica têmporo-espacial distinta. Historicamente, a Geomorfologia foi guiada por diversas teorias e métodos, incluindo o uniformitarismo, o ciclo de erosão e os métodos quantitativos. As abordagens geomorfológicas geralmente incluem: a) Morfografia (ou morfometria), que realiza uma análise estática da paisagem em termos de formas e materiais; b) Abordagem histórico-genética, que investiga a evolução da paisagem ao longo do tempo geológico; c) Abordagem funcionalista, que examina a interação dinâmica entre a energia (processos) e as formas e materiais. Fundamentada nessas abordagens, a Geomorfologia possui uma base sólida tanto em pesquisa básica quanto aplicada. Nesse contexto, é essencial compreender os métodos e os paradigmas vigentes na Geomorfologia na atualidade. Este eixo temático enfoca os seguintes estudos: Epistemologia da Geomorfologia, Teorias da Geomorfologia, História da Geomorfologia, o problema da escala nos estudos geomorfológicos, revisitação dos clássicos geomorfológicos, análise crítica da produção científica geomorfológica, estudos iniciais com propostas metodológicas inovadoras, análise crítica sobre o uso de tecnologias na Geomorfologia, novos métodos e métodos clássicos em Geomorfologia (como os métodos indutivo, hipotético-dedutivo e abdutivo), entre outros estudos que se alinhem a este eixo.

16º SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMORFOLOGIA

Geomorfologia para um Mundo em Transformação: Paisagens, Eventos Extremos e Sociedade